A falha no primeiro gol do Vitória na derrota por 3 a 2 (assista ao lance no vídeo ao lado), neste domingo, em Salvador, não foi a única de Marcos diante da equipe baiana. Em 2003, um jogo que não sai da cabeça dos palmeirenses foi provavelmente a pior atuação da carreira do goleiro. Pela Copa do Brasil, no Palestra Itália, o Verdão levou uma goleada por 7 a 2 com quatro erros do camisa 1, sendo que, no sétimo gol, ele furou a bola e deixou o atacante Nadson livre para decretar a humilhação. Por incrível que pareça, estas foram as duas únicas derrotas de Marcos frente ao Leão num total de nove confrontos.
O aproveitamento de Marcos contra o Vitória é de 63% dos pontos disputados com cinco vitórias, dois empates e agora duas derrotas em jogos pelo Brasileirão e pela Copa do Brasil desde 1999, quando ele começou a despontar no Palestra. Foram 17 pontos conquistados em 27 possíveis. Até este domingo, o goleiro nunca tinha perdido no Barradão, onde somava duas vitórias e dois empates. Confira abaixo a lista dos confrontos:
| DATA | PARTIDA | COMPETIÇÃO |
| 13/09/2009 | Vitória 3 x 2 Palmeiras | Brasileirão |
| 07/06/2009 | Palmeiras 2 x 1 Vitória | Brasileirão |
| 30/11/2008 | Vitória 0 x 0 Palmeiras | Brasileirão |
| 07/08/2008 | Palmeiras 3 x 0 Vitória | Brasileirão |
| 30/04/2003 | Vitória 1 x 3 Palmeiras | Copa do Brasil |
| 23/04/2003 | Palmeiras 2 x 7 Vitória | Copa do Brasil |
| 29/08/2001 | Vitória 1 x 3 Palmeiras | Brasileirão |
| 28/04/1999 | Palmeiras 3 x 2 Vitória | Copa do Brasil |
| 09/04/1999 | Vitória 2 x 2 Palmeiras | Copa do Brasil |
Sem Marcos, por sinal, o Palmeiras nem sequer venceu o Vitória de 99 para cá. Foram cinco confrontos sem a presença do goleiro: três derrotas, incluindo o 4 a 3 de 2002, no Barradão, que causou o rebaixamento à Série B, e dois empates. O aproveitamento verde sem o jogador é de pífios 13%, ou seja, dois pontos em 15 possíveis. Se somarmos o total nos 14 duelos desde 99, o percentual de pontos ganhos é de 45%.
Mesmo a média de gols é melhor com ele de 99 para cá do que sem a sua presença na equipe titular. São 2,8 gols sofridos por jogo sem o atleta e 1,89 com Marcos em campo.
No último domingo, Marcos deixou o gramado preferindo não se pronunciar após sua segunda derrota na carreira para o time baiano, mas, em 2003, ele abriu o verbo admitindo as falhas e indo fundo nas críticas ao time, que se preparava para disputar a Segunda Divisão nacional naquela temporada.
- Não adianta entrar em campo e achar que vou ser o melhor todo dia. Porque quando eu erro, tem que ter alguém para me ajudar. Se todo mundo largar, eu também largo. Aí a gente toma sete, oito, nove… – disse o goleiro, em 2003.
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